O poder da vitamina “A”

O que é a vitamina A?

A vitamina A é uma substância orgânica que não é produzida pelo nosso organismo, mas que é essencial para o seu funcionamento. Ela faz parte do grupo das vitaminas lipossolúveis, ou seja, que são solúveis em gordura e podem ser armazenadas no tecido adiposo. A vitamina A tem várias funções no corpo, como ação antioxidante, anti-inflamatória, anti-crescimento celular, manutenção da saúde da visão, do sistema imunológico, da pele e das mucosas.

Quando foi descoberto?

A vitamina A foi descoberta em 1913 pelos cientistas americanos Elmer McCollum e Marguerite Davis, que isolaram um fator lipossolúvel presente na manteiga e no óleo de fígado de bacalhau, capaz de curar o xeroftalmia (secura dos olhos) em ratos. Eles chamaram esse fator de “fator A” . No entanto, já se sabia desde 1500 a.C. pelos egípcios que o consumo de fígado podia melhorar a visão noturna .

Para que serve?

A vitamina A serve para diversas funções no organismo, tais como:

  • Manter a saúde da visão: a vitamina A é necessária para a formação de um pigmento chamado rodopsina, que permite a visão em ambientes com pouca luz. A deficiência de vitamina A pode causar cegueira noturna, secura dos olhos, úlceras na córnea e até perda total da visão.
  • Fortalecer o sistema imunológico: a vitamina A participa do crescimento, renovação e fortalecimento das células de defesa do organismo, ajudando a combater vírus, bactérias e fungos. A deficiência de vitamina A pode aumentar o risco de infecções respiratórias, diarreicas, urinárias, cutâneas e até mesmo de sarampo.
  • Manter a saúde da pele e das mucosas: a vitamina A é importante para a produção de colágeno e queratina, que são proteínas que dão estrutura e elasticidade à pele e às mucosas. A deficiência de vitamina A pode causar pele seca, áspera e escamosa, unhas quebradiças, cabelos opacos e queda de cabelo.
  • Prevenir o envelhecimento precoce: a vitamina A tem potente ação antioxidante, ou seja, ela combate os radicais livres que são moléculas instáveis que causam danos às células e ao DNA. Os radicais livres estão associados ao envelhecimento precoce e ao surgimento de doenças crônicas como câncer e doenças cardiovasculares.
  • Auxiliar no crescimento e desenvolvimento: a vitamina A é fundamental para o crescimento e desenvolvimento dos ossos, dentes, músculos e órgãos internos. Ela também é essencial para a formação e funções da placenta durante a gestação. A deficiência de vitamina A pode causar baixa estatura, deformidades ósseas, problemas dentários e malformações fetais.

Quais alimentos têm a vitamina?

A vitamina A pode ser encontrada em dois tipos de alimentos: os de origem animal e os de origem vegetal. Nos alimentos de origem animal, a vitamina A está na forma pré-formada (retinol), que é a forma ativa da vitamina e pode ser usada diretamente pelo organismo. Nos alimentos de origem vegetal, a vitamina A está na forma pró-vitamina A (beta-caroteno), que é um pigmento que precisa ser convertido em retinol pelo organismo.

Os principais alimentos de origem vegetal que contêm vitamina A são:

  • Cenoura;
  • Abóbora;
  • Batata-doce;
  • Manga;
  • Mamão;
  • Espinafre;
  • Couve;
  • Agrião;
  • Brócolis.

Qual alimento vegetal mais rico em vitamina A?

O alimento vegetal mais rico em vitamina A é a cenoura, que contém cerca de 16.706 microgramas (mcg) de beta-caroteno por 100 gramas (g) de alimento. Isso equivale a 1.770 mcg de equivalente de atividade de retinol (RAE), que é a unidade usada para medir a quantidade de vitamina A nos alimentos. A cenoura também é rica em outros nutrientes, como fibras, potássio, vitamina C e vitamina K .

Suplemento, qual sua fórmula ativa?

O suplemento de vitamina A pode ser encontrado na forma de cápsulas, comprimidos ou gotas, que contêm retinol ou palmitato de retinila, que são formas ativas da vitamina. O suplemento de vitamina A deve ser usado somente com orientação médica ou nutricional, pois o excesso dessa vitamina pode causar intoxicação e efeitos colaterais graves.

Qual a quantidade diária recomendada?

A quantidade diária recomendada de vitamina A varia de acordo com a idade, o gênero e o estado fisiológico da pessoa. Ela é expressa em RAE (equivalente de atividade de retinol), que leva em conta a biodisponibilidade da vitamina nos alimentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as recomendações são as seguintes [8]:

  • Lactentes: 400 mcg/dia (0 a 6 meses) e 500 mcg/dia (7 a 12 meses);
  • Crianças: 300 mcg/dia (1 a 3 anos), 400 mcg/dia (4 a 6 anos) e 600 mcg/dia (7 a 9 anos);
  • Adolescentes: 600 mcg/dia (10 a 13 anos) e 900 mcg/dia (14 a 18 anos);
  • Adultos: 900 mcg/dia (homens) e 700 mcg/dia (mulheres);
  • Gestantes: 800 mcg/dia (até 18 anos) e 770 mcg/dia (acima de 19 anos);
  • Lactantes: 1.300 mcg/dia (até 18 anos) e 1.300 mcg/dia (acima de 19 anos).

Qual doenças podem ser tratadas com vitamina A?

A vitamina A pode ser usada para tratar algumas doenças causadas pela sua deficiência, como xeroftalmia, cegueira noturna, anemia, infecções recorrentes e sarampo. Nesses casos, o médico pode prescrever doses elevadas de suplementos de vitamina A por um período curto.

Além disso, a vitamina A também pode ser usada para tratar algumas condições dermatológicas, como acne, psoríase, eczema e envelhecimento cutâneo. Nesses casos, o médico pode prescrever derivados sintéticos da vitamina A, chamados retinoides, que são aplicados na pele ou tomados por via oral.

Outro uso terapêutico da vitamina A é no tratamento da leucemia pro-mielocítica aguda, que é um tipo de câncer do sangue. Nesse caso, o médico pode prescrever um retinoide chamado ácido all-trans-retinóico (ATRA), que induz a diferenciação das células leucêmicas

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